A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo, 25, foi recebida com indignação por nomes da direita, que reagiram à derrota de Flávio Bolsonaro (PL) com acusações de fraude, críticas à prorrogação do horário de votação e mensagens de preocupação com os próximos quatro anos.
Uma das reações mais contundentes veio da deputada federal eleita por São Paulo Marina Helena (Novo), que acusou, sem apresentar provas, a ocorrência de fraude eleitoral. "Roubaram! Roubaram! Eu nem sei o que dizer. Porque hoje eu não acredito que algum dia nesse País o resultado não será roubado", escreveu.
O senador eleito pelo Paraná Filipe Barros (PL) associou o resultado à decisão que prorrogou a votação até as 19h em todo o País. "Um crime eleitoral de petistas levou o PT a fazer um pedido que foi atendido por um petista e beneficiou o PT. Está na cara que tem coisa errada nisso. Essa tentativa de golpe precisa ser investigada!", afirmou, sem apresentar provas da acusação.
Na mesma linha, o deputado estadual Anderson Moraes (PL-RJ) colocou sob suspeita o resultado após citar o avanço eleitoral da direita e o desempenho de Flávio no primeiro turno. "Seguindo o resto do mundo, o povo brasileiro elegeu esmagadora maioria nas assembleias estaduais, congresso e governadores de direita", escreveu, antes de concluir: "Tem uma canetada aos 45 do segundo tempo e Lula ganha."
Já o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, reagiu com uma mensagem curta: "Que Deus tenha misericórdia do Brasil..."
Silas Malafaia, por sua vez, lamentou o resultado e criticou a condução da economia brasileira, mas rejeitou especulações sobre a eleição. "Eu não vou aqui ficar com nenhuma conversa aqui com um papo e com conjecturas, com coisas que eu não posso provar. Lamento profundamente, mas essa é a decisão do povo brasileiro", afirmou em vídeo.
O pastor encerrou sua manifestação com um apelo: "Deus tenha misericórdia do Brasil e livra-nos do caos econômico e social."
Lula derrotou Flávio Bolsonaro no segundo turno e conquistou um quarto mandato presidencial, após reverter a vantagem obtida pelo candidato do PL na primeira etapa da disputa.
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