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Toffoli determina bloqueio de bens de Tanure em operação sobre Banco Master

Por Reuters

19/01/2026 17h24 — em
Política



Por Ricardo Brito e Luciana Magalhaes

BRASÍLIA, 19 Jan (Reuters) - O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de bens do patrimônio do empresário Nelson Tanure no âmbito das investigações sobre fraudes e outros crimes envolvendo o Banco Master, de acordo com decisão vista pela Reuters.

Tanure, conhecido investidor em empresas em dificuldades e um dos principais acionistas da Light, foi um dos 38 alvos de pedido de sequestro e bloqueio de bens feito pela Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal para se alcançar um valor de R$5,7 bilhões na operação sobre o Master.

Na decisão, Toffoli citou que a PF apontou Tanure como "sócio oculto" do Master, supostamente exercendo influência por meio de fundos e estruturas societárias complexas, e beneficiário final de uma empresa que estaria envolvida nas operações. O valor do bloqueio não foi divulgado.

"Por todo o exposto, defiro os pedidos de quebras de sigilo bancário e fiscal dos investigados nas manifestações transcritas acima, nos períodos indicados, bem como os pedidos de sequestro e bloqueio de bens, tal como requeridos pelo Procurador-Geral da República em sua manifestação", destacou Toffoli em sua decisão.

A defesa de Tanure afirmou em nota que, diante da notícia de que o STF deferiu o bloqueio de seu patrimônio, o empresário esclarece que "jamais estabeleceu qualquer relação de natureza societária com o Banco Master", do qual foi cliente nos últimos anos nas mesmas condições em que foi e segue sendo atendido por outras instituições financeiras.

"Nesse sentido, e diante do fato de que nenhuma operação financeira do empresário, na qualidade de cliente do banco, poderia corroborar a equivocada premissa apresentada pelo Ministério Público Federal na ocasião do pedido deferido pelo STF, o empresário informa que apresentará todos os esclarecimentos necessários, com respaldo documental e a certeza de que o tema será revisado, com a consequente revogação da decisão", disse o advogado Pablo Testoni em nota oficial.

(Reportagem de Ricardo Brito; Reportagem adicional de Luciana Magalhães, em São Paulo)


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