Heitor Monteiro editava vídeos do ex-PM e Youtuber, enquanto estava lotado no gabinete do vereador. Após as primeiras denúncias contra o parlamentar, procurou a polícia. Relatou supostos casos de assédio sexual e moral por parte de Gabriel Monteiro. Também revelou supostas orientações para manipulação dos vídeos que o parlamentar publica em seu canal no YouTube. Encarregado de elaborar dossiês sobre outros políticos, Witeze também fez acusações contra o parlamentar. Gabriel Monteiro nega as acusações, atribuindo-as a questões políticas.
Quando prestou depoimento ao Conselho de Ética, na quarta-feira, 25 - mesmo dia em que Witeze compareceu ao Palácio Pedro Ernesto, sede do Legislativo carioca, vestido com um colete à prova de balas -, Heitor reiterou as acusações. Relatou estar sofrendo ameaças pelas redes sociais.
"Eu confirmei tudo aqui hoje. Meu compromisso é com a verdade. Tudo o que eu disse na delegacia eu reafirmei aqui. Tenho recebido ameaças, vou registrar na delegacia e tenho andado com seguranças", disse após depoimento que durou cerca de três horas.
O Conselho de Ética da Câmara vai se reunir nesta terça-feira, 31. Vai prosseguir com o processo contra Gabriel Monteiro e avaliar possíveis medidas de proteção às testemunhas após a morte de Witeze.
Em nota divulgada no domingo, 29, a Polícia Civil afirmou que "os agentes realizaram perícia no local e tudo indica para a perda de direção do motorista ao adentrar na curva existente na rodovia. A sobrevivente foi ouvida e descartou qualquer tipo de intervenção de terceiros. Diligências estão em andamento para apurar as circunstâncias do acidente."
O caso é investigado pela 110ª DP (Teresópolis), que já ouviu a mulher que estava no carro. Segundo a Polícia, ela descartou a hipótese de uma terceira pessoa ter provocado o acidente. O nome da testemunha é mantido em sigilo.




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