"Ele tem competência constitucional para isso. Apenas eu acho que foi politicamente inábil praticar o ato antes do trânsito em julgado", disse Temer. "Ele poderia ter deixado para exercer (sua competência) depois do trânsito em julgado", disse.
O ex-presidente chegou a sugerir a Bolsonaro que revogasse o ato para distensionar a relação com o Supremo Tribunal Federal, mas Bolsonaro negou. "Tanto não é bom (para harmonia entre os Poderes) que tomei a liberdade de sugerir que ele revogasse, naquele momento", disse Temer. Segundo ele, entre a possível revogação do perdão e o trânsito em julgado da condenação do Supremo haveria tempo para diálogo entre os Poderes.
A avaliação do ex-presidente, que já atuou antes como bombeiro em uma das crises entre STF e Planalto, é de que Bolsonaro falou para a sua base eleitoral. "Talvez o presidente tenha lançado uma mensagem para aqueles que o acompanham mais de perto, é uma mera conjectura minha", disse.

