Empresas interessadas no edital acionaram o tribunal alegando que o pregão foi lançado sem a indicação do número mínimo de transações exigidas das concorrentes como prova de qualificação técnica. As companhias argumentam que a atividade "se reveste de alta complexidade técnica" e que a comprovação de experiência é essencial para evitar a contratação de empresas sem capacidade operacional.
A informação foi incluída posteriormente no edital, por meio de uma errata, mas o prazo para o envio das propostas não foi reiniciado."Trata-se de mudança que aparenta interferir nas próprias condições de participação no torneio, porquanto relacionada à etapa de habilitação das interessadas", escreveu a conselheira.
O TCE já havia travado a concessão em julho. Os conselheiros recomendaram que a Secretaria de Orçamento e Gestão ampliasse a data limite para recebimento das propostas considerando o "vulto, complexidade e ineditismo do objeto posto em disputa".
Outro ponto questionado é o estudo de viabilidade econômico-financeira da concessão. As empresas afirmam que as premissas usadas não estão claras, o que prejudicaria a elaboração das propostas.
As representações levadas ao TCE questionam ainda mudanças nas "balizas econômico-financeiras" do edital. As alterações ampliaram o patrimônio líquido, valor de outorga e garantia de execução exigidos das concorrentes.
O governo de São Paulo de manifestou à reportagem sobre o tema. "A Secretaria de Orçamento e Gestão informa que irá atender as solicitações do TCE-SP dentro do prazo. A Secretaria informa que os ganhos com a loteria serão destinados para a área social e que o objetivo do leilão é a seleção da proposta mais vantajosa, mediante critério de maior valor de outorga fixa."



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