SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera a corrida para o Governo de São Paulo com 53% dos votos válidos, contra 47% de Fernando Haddad (PT), na véspera da votação do segundo turno.
Os dados são da pesquisa Datafolha deste sábado (29) o último levantamento do instituto antes da votação neste domingo (30).
Na rodada anterior, de 19 de outubro, Tarcísio tinha 55% de votos válidos, enquanto Haddad marcava 45%. Nos últimos dias, petistas se animaram com a diminuição da vantagem do bolsonarista.
O novo levantamento já capta eventual efeito do debate da TV Globo realizado na quinta-feira (27) com os dois candidatos ao governo paulista.
A campanha de Tarcísio enfrentou reveses na reta final, sobretudo com a revelação pela Folha de S.Paulo de que a equipe do candidato mandou um cinegrafista apagar imagens de um tiroteio em Paraisópolis, algo que foi explorado por Haddad como uma obstrução à investigação.
Tarcísio ainda recuou em planos que trouxeram repercussão negativa, como extinguir a Secretaria de Segurança Pública, privatizar a Sabesp e retirar as câmeras de policiais militares.
Os votos válidos são o critério adotado pela Justiça Eleitoral para declarar o vencedor, excluindo votos em branco e nulos.
A pesquisa Datafolha, contratada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, ouviu 3.134 pessoas, de sexta (28) a este sábado, em 79 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número SP-03973/2022.
Entre eleitores de Lula (PT), 92% votam em Haddad e 8% declaram voto em Tarcísio. Já entre eleitores de Jair Bolsonaro (PL), 97% votam em Tarcísio e 3% em Haddad.
Tarcísio vai melhor entre homens (56% a 44%); maiores de 60 anos (51% a 49%); quem tem ensino superior (54% a 46%); quem recebe mais de dez salários-mínimos (59% a 41%); empresários (71% a 29%); evangélicos (70% a 30%); e moradores do interior (61% a 39%).
Já Haddad tem vantagem entre mulheres (51% a 49%); jovens de 16 a 24 anos (57% a 43%); quem recebe até dois salários-mínimos (53% a 47%); desempregados (52% a 48%); católicos (51% a 49%); e moradores da região metropolitana (56% a 44%).
Em relação aos votos totais, Tarcísio marca 46% (tinha 49%), e Haddad tem 42% (eram 40%). Brancos e nulos somam 8% (mesmo patamar anterior), e há 4% (3%) de indecisos.
A pesquisa espontânea mostra que 37% dos eleitores indicam voto em Tarcísio, 36% escolhem Haddad e 15% não sabem em quem votar na véspera da eleição. Em 19 de outubro, os números eram 33%, 34% e 18% respectivamente.
Em relação à rejeição, 50% não votariam de jeito nenhum em Haddad (eram 49%) e 46%, em Tarcísio (eram 42%).
O Datafolha mediu ainda que 43% só rejeitam Haddad, 40% só Tarcísio, 11% nenhum dos dois e 7% ambos.
O Datafolha perguntou aos eleitores se eles estão convictos do seu voto ou se ainda podem mudar. A grande maioria (90%) está decidida, e 10% admitem trocar de candidato. São os mesmos números para o grupo que vota em Tarcísio e para aqueles que votam em Haddad.
A maioria dos eleitores (68%) indica o voto branco e nulo como segunda opção de voto. Tarcísio marca 14% e Haddad, 13%, enquanto segunda opção dos eleitores. Outros 5% não sabem.
Na véspera da votação, 76% dos eleitores de São Paulo acertam o número do seu candidato; 3% erram e 21% não sabem.
Entre eleitores de Tarcísio, 76% acertam, 5% erram e 21% não sabem. Já no grupo que vota em Haddad, 79% acertam, 1% erra e 20% não sabem.
Tarcísio e Haddad apostaram numa campanha nacionalizada, patrocinados por seus padrinhos, Bolsonaro e Lula, respectivamente, que disputam a Presidência da República no segundo turno.
Segundo a pesquisa Datafolha, Lula tem 52% dos votos válidos ante 48% de Bolsonaro no país. Já no estado, o placar é de 51% para o presidente e 49% para o petista.
No primeiro turno, Tarcísio terminou à frente com 42,32% dos votos válidos, enquanto Haddad marcou 35,7%. O governador Rodrigo Garcia (PSDB), que terminou em terceiro numa derrota histórica para os tucanos, declarou apoio a Tarcísio e Bolsonaro.



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