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Suplicy diz que fez as pazes com Mercadante e aguarda reunião harmônica

Por Folha de São Paulo / Portal do Holanda

04/07/2022 19h05 — em
Política



SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O vereador de São Paulo Eduardo Suplicy (PT) diz que já perdoou e fez as pazes com o ex-ministro Aloizio Mercadante (PT) após se queixar publicamente sobre o colega petista durante um ato partidário, no dia 21 de junho.

Na ocasião, estavam sendo lançadas as diretrizes do programa de governo da chapa Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) à Presidência.

Suplicy e Mercadante têm um encontro marcado para esta terça-feira (5) para selar o armistício e discutir a inclusão da renda básica de cidadania, bandeira de vida do vereador, no programa.

Além dos dois, devem participar da conversa a ex-ministra Tereza Campello e economistas da rede brasileira da renda básica.

"Nós conversamos e marcamos esta reunião para, de forma harmônica, estarmos juntos na campanha do presidente Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin e também do Fernando Haddad", disse Suplicy à coluna Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, nesta segunda-feira (4). "Uma reunião harmônica e apaziguadora", emenda.

Durante o ato de lançamento no mês passado, Eduardo Suplicy se levantou da plateia e foi até a mesa onde estava Mercadante, presidente da Fundação Perseu Abramo e coordenador do programa de governo.

Em pé, o vereador interrompeu o ex-ministro para dizer que a proposta para a renda básica "não foi considerada" entre os itens principais do documento e que sempre está nos planos do partido, mas não sai do papel. O ex-senador ainda afirmou, em tom exaltado, que não foi convidado para os debates sobre o documento.

À coluna, Suplicy diz que protagonizou a intervenção por não ter visto a renda básica entre os três eixos para as principais diretrizes do programa do PT. "Não houve menção à renda básica de cidadania, que, por lei, um dia vai se tornar universal e incondicional. Por isso que eu fui até lá e conversei com ele", afirma.

"Você sabe que eu tenho combinado com Deus para que eu tenha saúde suficiente para ver implantada no Brasil, ainda durante a minha vida, a renda básica universal", diz o vereador.

No dia em que o conflito ocorreu, Mercadante disse que Suplicy cometia uma injustiça. Ele leu um trecho do programa sobre a proposta e destacou que a discussão ainda está em fase inicial, daí seu caráter genérico.

A questão aparece no tópico sobre o Bolsa Família, que prega uma reformulação profunda do programa, "por etapas, no rumo de um sistema universal e uma renda básica de cidadania".

Esta não é a primeira vez em que Suplicy se desentende publicamente com Mercadante. Em janeiro deste ano, o vereador petista disse ter ficado sentido por não receber convite para um encontro da Fundação Perseu Abramo que reuniu economistas ligados ao PT.

Suplicy manifestou seu aborrecimento em carta ao ex-ministro, afirmando que ao menos poderia ter sido chamado a participar virtualmente.

Nos próximos dias 8 e 10, o ex-senador lançará, durante a Bienal do Livro de SP a oitava edição de seu livro "Renda de Cidadania – A Saída é pela Porta". Os volumes recém-impressos terão um novo prefácio, composto por uma conversa entre Suplicy e Lula que ocorreu no ano passado, quando o ex-senador completou 80 anos de idade.



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