"É falsa ideia de que temos posição doutrinária que é tímida (na segurança pública). O que defendemos é o uso proporcional da força, o uso moderado da força, em que crimes mais graves recebem resposta penal igualmente mais grave, e crimes mais leves são respondidos por alternativas penais", disse o ministro.
De acordo com os dados apresentados, o governo aumentou em 13% o investimento em segurança pública em relação a 2022. Dino também destacou o aumento de 27% nos valores repassados a estados e municípios e o menor número de crimes violentos desde 2010. "Tenho certeza que com a gestão do ministro Lewandowski e sua equipe, esse número vai cair ainda mais", afirmou.
O ministro também informou que a Polícia Federal (PF) apreendeu o equivalente a R$ 897 milhões em operações contra corrupção em 2023. De acordo com Dino, foram 227 operações relativas a corrupção, 147 prisões e 2091 mandados de busca e apreensão.
Ele rechaçou o relatório divulgado nesta terça, 30, sobre a piora da posição do Brasil no índice de percepção da corrupção. "A PF continua firmemente, todos os dias combatendo a corrupção. O que mudou é que colocamos fim na espetacularização do combate à corrupção", disse Dino.
Dino deixa a pasta nesta quinta-feira, dia 1º, quando toma posse no comando da Justiça o ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski. Dino reassume sua cadeira no Senado até o dia 22, quando toma posse como ministro do STF.
A coletiva de imprensa realizada nesta manhã no Planalto também tem a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Defesa, José Múcio, e Lewandowski.


