Somente 51 senadores registraram presença na sessão desta segunda-feira. Para aprovar a PEC, eram necessários regimentalmente pelo menos 49 votos favoráveis dos 81 senadores, em dois turnos de votação. Ou seja, havia o risco de a matéria ser derrubada. Os parlamentares também se queixaram que não há consenso sobre o texto que seria apreciado em plenário.
"Determinei à Mesa que levante todas as matérias que tratem da suplência de senador", afirmou o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), que presidia a sessão do plenário, ao anunciar o adiamento da votação da matéria. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que havia decidido convocar sessões de votação de uma pauta prioritária nas segundas e sextas-feiras como uma das respostas às manifestações das ruas, ausentou-se momentaneamente do plenário durante a discussão da matéria.
O líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP), criticou a inclusão da proposta na pauta de votação do plenário. "Não vi nenhum cartaz, nenhuma cartolinazinha falando de suplente de senador", afirmou o tucano, referindo-se às manifestações das ruas.



