A bolsonaristas, Cavalcante reforçou sua descrença nas urnas eletrônicas e disse que o presidente venceu a eleição de 2018 no primeiro turno. "Nós não temos medo, nós somos a resistência. Não temos medo dessa corja, esses pilantras que acabaram com o Brasil. Não vamos deixar que nosso presidente perca a eleição", disse.
Bolsonaro já disse repetidas vezes, sem apresentar provas, que venceu a eleição de 2018 contra Fernando Haddad (PT) no primeiro turno. Naquele ano, Bolsonaro foi eleito presidente da República no segundo turno com 55,13% dos votos válidos, ao derrotar Fernando Haddad (PT), com 44,87%. Além disso, o chefe do Executivo realiza diversos ataques ao processo eleitoral brasileiro e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A Polícia Federal, já no ano passado, negou que as urnas eletrônicas tenham sido alvo de investigações da corporação relativas a fraudes, desde que o sistema eletrônico foi implementado no Brasil, em 1996.
Como mostrou o Estadão nesta quinta-feira, 7, bolsonaristas usaram o Telegram e WhatsApp para atacar a legitimidade do processo eleitoral e insistir numa tese de fraude a acontecer no dia 2 de outubro.
Nas redes sociais, Cavalcante usa as fotos de perfil ao lado de Bolsonaro e impulsiona anúncios no Facebook e no Instagram ao lado do presidente e estimula conteúdos em apoio aos caçadores, atiradores e colecionadores, conhecidos como CACs. Como revelou o Estadão , a quantidade de armas registradas pelo grupo passou de 1 milhão em julho deste ano. "Sou totalmente a favor dos CACs", diz uma postagem do delegado. Ele gastou mais de R$ 11 mil em anúncios na plataforma nos últimos 90 dias.

