Ainda sobre a credibilidade do Judiciário, o desembargador do TJ-SP avaliou que a corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Eliana Calmon, exagerou nas declarações que deu à imprensa, no ano passado, destacando que a magistratura brasileira enfrentava "gravíssimos problemas de infiltração de bandidos, escondidos atrás da toga". Segundo ele, a impressão que ficou é que a maioria dos magistrados estava nessa categoria, o que não é verdade. Na ocasião, contudo, a própria ministra Eliana Camon fez a ressalva de que a quase totalidade dos 16 mil juízes do País é honesta e que os bandidos são minoria, algo em torno de 1%, mas que fazem grande estrago no Judiciário.
No café da manhã da rádio Estadão/ESPN, o desembargador disse que o Judiciário tem as suas mazelas, com bons e maus elementos. "Mas, creiam, que a Justiça tem um número maior de bons elementos", ressaltou. Uma das questões que ele pretende resolver, na administração do TJ-SP, é a dívida com servidores e magistrados, estimada em R$ 3 bilhões, quase metade do orçamento anual do Tribunal de Justiça de São Paulo: "Se tivesse recurso, minha vontade era pagar todo mundo".

