O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) afirmou que a China é um parceiro comercial melhor para o Brasil do que os Estados Unidos. Em coletiva à imprensa internacional nesta quinta-feira, 3, o presidenciável defendeu a reconstrução da política global e criticou a tarifa imposta pelo presidente norte-americano, Donald Trump.
"Hoje em dia, a China, no curto prazo, é um parceiro melhor do que os Estados Unidos, é mais fácil lidar com o chinês do que com o norte-americano", disse. Em seguida, ele disse que, caso seja eleito, será necessário conversar com os EUA. "É só essa conversa infantil com os Estados Unidos, que se diminuíram globalmente e que tratam parceiros históricos como o Brasil de uma maneira humilhante", afirmou.
Durante à conversa, ele defendeu que "o Brasil tem que adotar um tipo de política externa soberanista" e defendeu dois temas centrais: política para terras raras, data centers e o uso de energia renovável para data centers. "Nós vamos rever todos os acordos baseados nas novas posições internacionais que o Brasil vai ter, que serão baseadas nas posições estratégicas em termos que vão de alimentação, energia para data centers e terras raras", disse.
O candidato foi questionado sobre a decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o suspendeu de realizar propagandas eleitorais digitais, participar de debate e determinou a suspensão de perfis nas redes.
A decisão foi revertida, mas o candidato alega que foi prejudicado durante o período em que ficou com as redes suspensas. "Claramente eu fui vítima de uma vingança do Dias Toffoli, por conta das manifestações que nós convocamos contra ele", disse. O candidato apresentou nesta quinta, ao Senado Federal, pedido de impeachment contra Toffoli e Alexandre de Moraes, ambos do Supremo Tribunal Federal (STF).



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