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PV diz que vai pleitear vaga no Senado ou posto de vice de Haddad em SP

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O PV, partido que integra a federação partidária composta por PT e PC do B, quer cacifar a vaga do grupo partidário ao Senado pelo estado de São Paulo. A legenda também não descarta pleitear o posto de vice na chapa do pré-candidato ao governo paulista Fernando Haddad (PT).

"A gente tem muito orgulho de participar do plano de governo para São Paulo e tudo, mas nós queremos espaço", afirma o presidente nacional do PV, José Luiz Penna, que destaca o apoio oferecido pela sigla a Haddad e a Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Tem que ter uma contraproposta. O que não pode é não discutir nada, porque aí fica muito solto", segue.

A vaga ao Senado por São Paulo já foi ofertada pelo PT ao ex-governador Márcio França (PSB), em troca da retirada de sua candidatura ao Governo de São Paulo.

Penna diz estar disposto a conversar "com a maior cordialidade" com o PT, com França e até mesmo com a ex-ministra Marina Silva (Rede), que nos últimos dias passou a ter seu nome ventilado para concorrer como vice de Fernando Haddad. "Não queremos nenhum atrito, não é essa a nossa intenção", afirma o presidente do PV.

"O maior interesse nosso é tirar esse governo [Jair Bolsonaro] insensível com as nossas questões mais caras, como o meio ambiente e a questão indígena. O único que pode ganhar é Lula, e nós estamos juntos", diz Penna.

De acordo com a proposta do presidente do PV, ele mesmo poderia disputar o Senado por São Paulo. Ou então a cadeira de vice de Haddad, que também é cobiçada pelo PSB e pelo PSOL, poderia ser oferecida a Roberto Tripoli (PV).

A decisão do futuro político do ex-governador Márcio França é considerada importante para o PT escolher o nome para vice em São Paulo.

Como mostrou a coluna, o grupo de França ainda tenta viabilizar apoios para a candidatura do socialista ao governo de SP. Um deles seria o do PSD de Gilberto Kassab.

Se isso ocorresse, França ganharia musculatura partidária para disputar o cargo, como afirma que vai fazer. Caso não reúna aliado algum de peso até julho, seus principais interlocutores defendem ele recue e apoie Fernando Haddad (PT) para o governo do estado, ocupando lugar na chapa como candidato ao Senado, por exemplo. Ou vice.

O problema da negociação com o PSD é a correlação de forças da legenda. Boa parte de seus militantes já estão apoiando o candidato bolsonarista ao governo, o ex-ministro Tarcísio de Freitas. Kassab tem mantido diálogo com ele e uma aliança não é descartada.

Kassab até agora sustenta que o PSD deve lançar candidato próprio na sucessão paulista, o que impede o alinhamento da legenda com o bolsonarismo. A abertura de uma discussão sobre eventual apoio a França poderia, portanto, ser um tiro no pé, com a legenda caminhando para uma aliança com Tarcísio.

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