O presidente nacional do PSL, deputado federal Luciano Bivar (PE), divulgou nota nessa quarta-feira (17) em que anuncia a expulsão do deputado federal Daniel Silveira (RJ) do partido.
O parlamentar foi preso na noite de ontem por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por divulgar vídeos com ofensas a membros da Corte e apologia ao Ato Institucional Nº 5 (AI-5), que instaurou o período mais repressivo da ditadura militar no Brasil.
Bivar afirmou que o partido está "tomando todas as medidas jurídicas cabíveis" para a expulsão e que a Executiva Nacional do PSL "repudia com veemência os ataques proferidos" pelo parlamentar, classificados como "inaceitáveis". O partido contestou o argumento de que as declarações de Silveira possam ser enquadradas no direito à liberdade de expressão.
O PSL acrescentou que o STF é "um dos pilares do Estado Democrático de Direito" e que "jamais abrirá mão de defender este alicerce institucional".
Silveira ficou conhecido durante a campanha eleitoral de 2018, quando quebrou a placa de rua em homenagem à vereadora do PSOL Marielle Franco, assassinada em março daquele ano.
Na ocasião, o então candidato estava ao lado do governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, e de Rodrigo Amorim, eleito deputado estadual.

