PSDB mantém cinturão tucano na Baixada Santista, mas perde 4 grandes cidades de SP

Por Folha de São Paulo / Portal do Holanda

30/11/2020 12h07 — em Política

RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) - O cenário de 2016 praticamente se repetiu: o PSDB manteve o "cinturão tucano" na Baixada Santista nas eleições e vai controlar a maioria das cidades da região de 2021 a 2024. Entre as 28 cidades com mais de 200 mil eleitores em São Paulo, porém, perdeu quatro municípios em relação à eleição anterior.

Das nove cidades da região litorânea, o partido saiu vitorioso em seis, uma a menos do que há quatro anos, mas, mesmo onde foi derrotado, teve bom desempenho nas urnas.

O partido, que já tinha garantido cinco cidades em 15 de novembro (Santos, Cubatão, Itanhaém, Peruíbe e Bertioga), levou neste domingo (29) Praia Grande, a terceira mais populosa da região, com 330 mil habitantes.

Em Santos, principal município da Baixada, o prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), há oito anos no cargo, fez o sucessor, Rogério Santos, ainda no primeiro turno, com 50,58% dos votos válidos, à frente de Ivan Sartori (PSD), com 18,60%.

"Tenho convicção de que o Rogério vai dar continuidade a este trabalho que iniciamos juntos há oito anos", disse o atual prefeito em suas redes sociais.

Neste domingo, ele parabenizou os todos os eleitos na região e disse querer que todos trabalhem em conjunto, para cuidar e proporcionar mais qualidade de vida aos moradores da região. Dos 1,88 milhão de habitantes, o partido governará para 1,13 milhão.

Nas outras três cidades da Baixada, a eleição foi pulverizada, mas com candidatos tucanos tendo boa votação em duas delas.

Em São Vicente, o eleito neste domingo foi Kayo Amado (Podemos), que derrotou Solange Freitas (PSDB), por 56,3% a 43,7% dos votos válidos. Ela havia terminado o turno inicial na liderança, com 41,47%.

Já em Mongaguá, o futuro prefeito será Márcio Cabeça (Republicanos). Atual vice, foi eleito em 2016 pelo PSDB e, agora, derrotou o tucano Rodrigo Casa Branca por uma diferença de 1.706 votos.

A exceção é Guarujá, onde Válter Suman (PSB) foi eleito ainda no primeiro turno com 75,68% dos votos e o candidato do PSDB, André Guerato, foi o sexto, com 1,52%.

A manutenção do cenário na Baixada Santista não se refletiu em sua totalidade quando avaliados os resultados nos 28 municípios com mais de 200 mil eleitores em São Paulo -- e que poderiam ter segundo turno.

No estado, a sigla venceu em 10 dessas 28 cidades, 4 a menos do que há quatro anos. Apesar de ter vencido em Carapicuíba, onde o PV tinha levado a eleição em 2016, o PSDB não manteve Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Piracicaba, Taboão da Serra e Taubaté.

Em Mogi das Cruzes, depois de terminar na liderança do turno inicial com 42,29%, o tucano Marcus Melo foi derrotado por Caio Cunha (Podemos) neste domingo, quando obteve 41,61% dos votos válidos.

Atual prefeito, Barjas Negri também foi derrotado em Piracicaba por Luciano Almeida (DEM), por 54,2% a 45,8%, cenário que se repetiu em Taboão da Serra, onde o tucano Engenheiro Daniel alcançou 49,37%, ante os 50,63% de Aprigio (Podemos).

Em Itaquaquecetuba, o partido fez parte da coligação que elegeu o delegado Eduardo Boigues (PP). Já em Taubaté, não chegou ao segundo turno.

No geral, o mapa da disputa nas principais cidades paulistas mostra o PSDB com 10 prefeituras, incluindo a capital, seguido por Podemos (4), MDB (3), PSD, Republicanos e PT (2 cada) e PSB, DEM, PL, Patriota e PP (1 cada).

O PSDB, em comunicado, disse ser o partido mais votado do país e que vai governar, a partir do ano que vem, para o maior número de brasileiros.

"Pelos próximos 4 anos, estaremos no comando de 520 cidades, onde vivem 36 milhões de pessoas [16,2% da população]. Elegemos ainda 417 vice-prefeitos e 4.336 vereadores em todo o Brasil."

O PSDB vai governar quatro capitais --São Paulo, Natal, Porto Velho e Palmas -- e outras 14 cidades com mais de 200 mil eleitores. Dessas, cinco são de outros estados: Caruaru (PE), Pelotas, Caxias do Sul e Santa Maria (as três no RS) e Governador Valadares (MG).

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