"Eleições vêm sendo conduzidas pelo sistema eleitoral brasileiro, capacitado e já testado, e pelas instituições democráticas com sucesso por muitos anos, então ele é um modelo para nações deste hemisfério e além", afirmou Ned Price, durante pronunciamento à imprensa em Washington. "Como um parceiro democrático do Brasil, vamos acompanhar as eleições de outubro com grande interesse e expectativa total que sejam conduzidas de forma livre, justa e confiável, com todas as instituições agindo segundo seu papel constitucional."
A declaração do porta-voz da diplomacia norte-americana é a segunda seguida em apoio ao modelo de votação praticado no Brasil, depois que o presidente Jair Bolsonaro reuniu 70 embaixadores em Brasília para questionar a segurança das urnas eletrônicas e a lisura do processo eleitoral. Entre os participantes do encontro estava o encarregado de negócios e atual chefe da representação norte-americana em Brasília, Douglas Koneff.
Na noite desta terça-feira, a Embaixada dos Estados Unidos divulgou uma nota à imprensa com teor semelhante ao pronunciamento de Ned Price, depois de discussões sobre a estratégia para se posicionar e rebater o presidente brasileiro. Com pesquisas de intenção de voto indicando possibilidade de derrota, Bolsonaro promove uma campanha de desinformação sobre as urnas e incentiva as Forças Armadas a pressionarem a Justiça Eleitoral por mudanças na auditoria das eleições.
Ned Price afirmou que os Estados Unidos vêm tratando do tema das eleições no Brasil desde o ano passado e que já se manifestaram publicamente e conversaram em privado com autoridades da cúpula do governo Jair Bolsonaro. O próprio presidente ouviu de Joe Biden, durante reunião em Los Angeles, em junho, que eles esperam que o resultado das eleições seja respeitado e que confiam no uso de urnas eletrônicas para promover eleições livres, justas e transparentes.



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