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Por falta de acordo, Câmara suspende votação da PEC da Imunidade

Por falta de acordo, Câmara suspende votação da PEC da Imunidade
Por falta de acordo, Câmara suspende votação da PEC da Imunidade

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-PI), suspendeu nesta sexta-feira (26) a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) da Imunidade, que modifica o artigo 53 da Constituição para limitar os casos em que parlamentares podem ser processados e presos.

Lira determinou a criação de uma comissão especial para analisar a medida, com membros indicados por líderes, até segunda-feira (1).

“Qualquer acordo vai prejudicar o texto. Fico triste que a PEC seja adjetivada de PEC da impunidade. Essa Casa não consegue um acordo sobre um artigo”, afirmou o deputado, referindo-se ao caput do artigo 53 do texto.

O trecho diz que “os deputados e senadores são invioláveis civil e penalmente por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos, cabendo, exclusivamente, a responsabilização ético-disciplinar por procedimento incompatível com o decoro parlamentar”.

A bancada do PT alegou que o trecho restringe a punição de parlamentares ao Conselho de Ética da Câmara e elimina a possibilidade de judicialização. O PSL, partido do deputado Daniel Silveira, defende a manutenção do artigo.

Lira negou que, ao contrários do que afirmam os críticos da medida, a PEC representa um limite quanto ao "absolutismo" de voto e voz de parlamentares.

"A única coisa que essa Casa não aceitará são os mesmos ataques que o Supremo recebeu, de não termos o mesmo tratamento a pessoas que expressam o ódio, pensamento antidemocráticos e agressões físicas a deputados, pelo direito de voto e de voz”, disse o presidente.

A relatora da proposta, Margarete Coelho (PP-PI), defendeu o trecho, de sua própria autoria, que restringe a prisão de parlamentares somente em caso de flagrante de crimes inafiançáveis, o que também causou discordância entre os deputados.

"Quando digo na forma da lei, estou dizendo que são os crimes definidos como inafiançáveis pelo legislador", explicou.

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