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PF apura se Abin produziu dossiês sobre adversários de Bolsonaro

PF apura se Abin produziu dossiês sobre adversários de Bolsonaro
PF apura se Abin produziu dossiês sobre adversários de Bolsonaro

A Polícia Federal investiga a suspeita de que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) produziu dossiês sobre adversários políticos do ex-presidente Jair Bolsonaro durante seu governo. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (3) na coluna da jornalista Juliana Dal Piva, do site Uol. 

Os documentos, que teriam sido produzidos sem autorização judicial, teriam como alvos integrantes do PT e do PCdoB.

Segundo dois agentes da Abin que pediram anonimato, um dos dossiês foi produzido na gestão de Alexandre Ramagem, que foi diretor da agência no início do governo Bolsonaro. O alvo do documento seria um dos atuais ministros do presidente Lula.

A jornalista afirma que teve acesso a dois dossiês. Um deles possui quatro páginas e o outro, cinco. Nenhum deles está timbrado.

Os documentos incluem informações pessoais dos alvos, como CPF e data de nascimento, além de dados sobre processos judiciais, doações de campanha e escândalos na imprensa.

Segundo agentes da Abin, os dossiês teriam sido produzidos com ferramentas internas da agência para rastreio em fontes abertas.

A Polícia Federal também investiga a suspeita de que a Abin usou o software de espionagem First Mile para produzir os dossiês.

O First Mile é um software israelense que permite a coleta de dados de internet, como e-mails, mensagens e ligações.

Procurado, Alexandre Ramagem não respondeu sobre a suposta produção ilegal de relatórios. Em nota, disse que promoveu apuração interna para sanar irregularidades.

"Essas ferramentas eram de uso e gestão exclusiva do departamento de operações. Nossas correições é que demonstraram e impuseram, inclusive com corregedoria, aprimoramento de controle para não haver irregularidades. Fizemos controle de conformidade com servidores da CGU [Controladoria-Geral da União], exoneramos o chefe do departamento e encaminhamos a análise do contrato e procedimentos à corregedoria", afirmou o ex-diretor da Abin ao Uol.

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