"Quem já tinha que ser convencido, foi. Agora é esperar 5 de outubro (prazo final para a troca de partidos) para ver quantos sairão", disse em tom de resignação. "Não há mais expectativas nem estratégias (para segurar parlamentares)", emendou.
Nos corredores da Câmara dos Deputados o assunto da manhã desta quarta-feira, 25, é o deferimento dos novos registros partidários pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Parlamentares que nas últimas semanas mantinham discretas negociações para mudar de partido agora já falam abertamente sobre a possibilidade de migrar. "Virou mercantilização", criticou Figueiredo.
Até as legendas mais antigas estão se beneficiando com o clima de troca partidária. Nesta manhã, o líder do PR na Casa, Anthony Garotinho (RJ), se revezava entre ligações telefônicas e conversas ao pé do ouvido com deputados interessados em mudar de sigla. "O que sai, entra. Se o PR perder dois ou três (deputados), ganha cinco ou seis", afirmou. De olho no palanque eleitoral de seu Estado, Garotinho tem atuado abertamente para arregimentar parlamentares para o PROS, considerado por ele potencial aliado na sucessão estadual no Rio de Janeiro.


