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Mulheres são detidas sob suspeita de distribuir panfleto contra Nunes proibido por juiz

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um grupo de mulheres que distribuía panfletos contrários a Ricardo Nunes (MDB) na estação da CPTM de São Miguel Paulista foi levado para o 63º distrito policial de São Paulo na manhã desta quarta-feira (5).

A medida teve como base uma decisão judicial, desta terça (4), que proibiu o PT de veicular o material da pré-campanha do deputado à Prefeitura de São Paulo. O jornal, uma espécie de tabloide, reúne problemas da gestão Nunes noticiados pela imprensa.

Vídeos obtidos pela Folha de S.Paulo mostram o grupo de mulheres distribuindo os folhetos e, depois, uma delas fala ao telefone, já dentro de delegacia, com um suposto integrante da equipe de Boulos, que avisa que advogados estão a caminho.

A reportagem entrou em contato com o suposto integrante da equipe de Boulos. Por telefone, ele disse que só conversaria sobre o tema ou concederia entrevista depois de falar com o seu advogado.

Questionada pela reportagem, a Secretaria da Segurança Pública afirmou que "a ocorrência está em elaboração" e que responderia quando ela fosse finalizada. Apesar de as mulheres terem sido conduzidas à delegacia pela manhã, o boletim de ocorrência não havia sido lavrado até o começo desta tarde.

A pré-campanha de Boulos afirma que está em busca de informações sobre o ocorrido. O diretório municipal do PT ainda não enviou uma manifestação.

Como mostrou a Folha de S.Paulo, o juiz eleitoral Paulo Sorci, da 2ª Zona Eleitoral, atendeu a um pedido do MDB, e determinou que o PT pare de distribuir os panfletos contra a gestão da prefeitura. O magistrado ainda autorizou uma busca e apreensão do material na sede do PT na capital paulista.

Na decisão liminar (provisória), o juiz eleitoral aponta que a tiragem do panfleto foi de 100 mil exemplares e que o material afronta a lei eleitoral, que estabelece que a propaganda é permitida somente a partir de 15 de agosto.

Para o magistrado, os tabloides tem "potencial de influenciar a população" e desequilibrar o pleito. Sorci, no entanto, diz que não verificou a divulgação de fatos falsos no material. Ainda assim, ele afirma que considerar que o panfleto é "uma manifestação excessiva da liberdade de expressão".

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