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Moraes diz que populismo de extrema direita cooptou as redes sociais

Por Folha de São Paulo / Portal do Holanda

27/05/2022 19h05 — em
Política



SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), disse, durante aula da pós-graduação em direito da USP (Universidade de São Paulo), que o populismo de extrema direita cooptou as redes sociais com discursos antidemocráticos.

"Cooptação total das redes pelo populismo de extrema direita, que foi extremamente competente. Verificou: 'se a voz está lá agora, vamos dominar essa voz'", analisou o magistrado, nesta sexta-feira (27). Moraes é um dos coordenadores da disciplina.

O ministro está no centro do conflito entre Judiciário e poder Executivo. Ele é relator no STF da ação em que o deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ) foi condenado por atacar ministros da Corte -depois seria perdoado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL)-, além de presidir o inquérito das fake news.

Durante sua fala, o magistrado diz ainda que o Judiciário "se acovardou" na discussão.

"O mundo jurídico, com todo respeito, se acovardou e criou uma falsa ideia de liberdade de expressão que não existe para nada. Ninguém mais discutia que liberdade de expressão não é discurso de ódio, [...] mas nas redes pode. Qual a diferença das redes e o resto do mundo? Criamos um monstro onde não há lei."

Também ministro do STF, Gilmar Mendes estava presente na aula e elogiou a atuação do colega no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e Suprema Corte.

"É claro que se evitou perturbações para a sociedade como um todo, trouxe muitas perturbações para o ministro Alexandre, mas esse é o preço que se paga muitas vezes por cumprir bem o dever".

PGR arquiva pedido de investigação contra Moraes Na quinta (26), a PGR (Procuradoria-Geral da República) arquivou o pedido do presidente Jair Bolsonaro para investigar o ministro do Alexandre de Moraes.

Bolsonaro acionou a PGR para investigar o ministro do STF após Dias Toffoli rejeitar pedido semelhante impetrado na Suprema Corte.

Ao arquivar o pedido, o procurador-geral, Augusto Aras, afirmou que o mesmo procedimento está em tramitação no STF e não pode haver duplicidade.



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