"Nós sabemos que a engenharia política e a liderança foi sua, que o cartão seria entregue às mulheres, (também foi ideia) sua. As decisões se mostraram acertadas. Hoje é fácil defender o Bolsa Família, mas nem sempre foi assim. Agora, a discussão não pode mais se dar no campo ideológico, basta de achismo, basta de suposições. Temos dados, estatísticas e estudos que sepultam os mitos e os preconceitos e comprovam os benefícios do Bolsa Família", afirmou.
Em um discurso entremeado de palmas, a ministra exemplificou que a taxa de aprovação no ensino médio dos estudantes integrantes do programa é superior a da média nacional. Segundo ela, o programa tem efeitos cumulativos. "Elas (crianças) têm acesso à merenda melhor, são mais expostas ao ambiente escolar, porque têm frequência mínima exigida de 85%", destacou.
Tereza Campello disse que o programa contribuiu para a redução das desigualdades. Mas destacou que o Brasil sem Miséria, lançado pela presidente Dilma Rousseff em 2011, complementou o Bolsa Família. "Foi possível dar mais um salto, a presidente Dilma construiu o Brasil sem Miséria. Com o Brasil sem Miséria não admitimos que nenhum brasileiro ganhe menos do que R$ 70", afirmou. "Se somarmos o Brasil Sem Miséria ao Bolsa Família original, podemos dizer que ele é responsável por manter 36 milhões de brasileiros acima da extrema pobreza", completou.

