O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu, no último sábado, 17, a suspensão da candidatura até que se apure se houve abuso de poder econômico durante o período de pré-campanha, que se encerrou na sexta-feira, dia 16.
A ação foi movida pelo PSB, partido da também candidata Tabata Amaral. Para Marçal, trata-se de um plano "desesperado" dos concorrentes. Além disso, ele afirma que todo seu engajamento on-line é orgânico e disse não poder "segurar as pessoas de as fazerem as coisas".
"Eu não estou remunerando ninguém. A própria plataforma, tipo TikTok, remunera, por isso eu tenho 3,5 bilhões de marcações lá", disse a jornalistas. A representação alega que Marçal passou a estimular o compartilhamento do conteúdo de seus perfis mediante "promessas de pagamentos" aos seguidores para driblar a vedação ao impulsionamento pago - contratado com as próprias Big Techs, e que são permitidos fora do período eleitoral.
A prática, segundo o MPE, configura um impulsionamento de conteúdo indireto e impossibilita a fiscalização dos gastos. De acordo com a legislação eleitoral, os gastos durante a chamada "pré-campanha" não podem ser excessivos. "Não envolvi nenhuma empresa, nem dinheiro meu para fazer isso", disse o candidato.



