No Estado onde o presidente Jair Bolsonaro (PL) lidera as intenções de voto, Lula criticou a falta de saneamento básico na capital. "A elite brasileira não gosta de fazer saneamento básico que gera saúde e emprego, porque fica embaixo da terra e ninguém vê. O que eles gostam é de fazer ponte, viaduto", afirmou.
O petista disse ainda que "não é todo mundo que passa fome, mas são 33 milhões de pessoas" e que o Brasil, como maior produtor de proteína animal do mundo, ainda tem pessoas "indo no açougue pegar osso".
O ex-presidente disse que é preciso "garantir emprego a pessoas que não conseguem porque não têm experiência" e defendeu a criação de crédito para micro e médios empreendedores. "Quem quiser abrir um negócio, nós vamos ter crédito", afirmou.
Lula também defendeu que é direito de todos viajar de avião. "Por isso, ficaram com raiva de mim e da Dilma (Roussef, ex-presidente pelo PT), falaram que os aeroportos estão muito cheios, tão virando rodoviária".
Decretos de sigilo
Lula também disse que a primeira coisa que fará se for eleito é revogar os decretos de sigilo publicados pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). "Queremos saber o que ele está escondendo", afirmou. Lula discursou em comício realizado em Florianópolis (SC).
Bolsonaro impôs sigilo ao processo contra o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, às reuniões com pastores que teriam negociado recursos com o Ministério da Educação e ao processo contra o seu filho, Flávio Bolsonaro, no caso das "rachadinhas".
Em recado ao presidente, que costuma dizer que o seu partido é o Brasil, Lula afirmou que a bandeira brasileira não é de um partido, mas "de 215 milhões de brasileiros que amam esse País".
Lula ainda acusou Bolsonaro de criar o Auxílio Brasil apenas para ser reeleito. "Se eleições duram mais um pouco, é capaz de Bolsonaro oferecer prédio do Tribunal de Contas em Florianópolis para o 'Minha Casa Minha Vida", falou.
Antes do comício, Lula participou de atos em Porto Alegre e em Curitiba no final de semana. A região Sul é a única onde Bolsonaro tem vantagem sobre o petista - 42% contra 36%.



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