SÃO PAULO, 31 Ago (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no primeiro turno da eleição presidencial de outubro enquanto, no segundo, o cenário de empate técnico entre ambos com vantagem numérica de 1 ponto percentual a favor do petista se manteve, mostrou pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira.
O levantamento seguiu mostrando uma disputa polarizada entre Lula e Flávio, embora agora um terceiro candidato, Augusto Cury (Avante), tenha saído do patamar de um dígito de intenção de voto e chegado a 11%.
No primeiro turno, Lula soma agora 39%, ante 41% na pesquisa de uma semana atrás, ao passo que Flávio aparece com 33%, ante 37% no levantamento anterior. Cury saltou para 11%, ante 2% uma semana atrás. Nenhum outro candidato ultrapassou a marca de 5%.
O cenário de segundo turno entre Lula e Flávio manteve-se o mesmo da semana passada, com o petista somando 46% contra 45% do senador, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Como a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, os dois estão em empate técnico.
O levantamento apontou ainda que a rejeição a Lula manteve-se em relação à semana passada, em 49%, ao passo que o percentual dos que rejeitam Flávio soma agora 50%, ante 48% na pesquisa anterior.
A pesquisa do instituto Nexus, contratada pelo banco BTG Pactual, apontou ainda que a avaliação negativa do governo Lula é de 46%, ante 43% uma semana atrás, enquanto a positiva soma 37%, ante 35%, e os que veem o governo como regular são 18%, ante 22%.
A desaprovação ao trabalho que vem sendo realizado por Lula ficou em 51%, ante 49% há uma semana, ao passo que o percentual dos que aprovam é de 46%, ante 48%.
O Nexus ouviu 2.005 pessoas entre os dias 28 e 30 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Mais cedo, nesta segunda, pesquisa do instituto AtlasIntel para a Bloomberg apontou que a vantagem de Lula sobre Flávio no segundo turno diminuiu em relação à pesquisa anterior do instituto, com o petista somando 47,1% contra 42,6% do senador.
(Reportagem de Eduardo Simões)



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