"Confesso que eu dizia para [a primeira-dama, Rosângela da Silva, conhecida como] Janja que, muitas vezes que eu tinha que escolher o ministro do STF, pensava: 'Quem? Mulher, homem, preto, branco, de qual Estado, qual personalidade? E isso é uma coisa que martiriza a gente", declarou o presidente, em discurso de posse do novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, nesta quinta-feira, 1º. A cerimônia ocorre no Palácio do Planalto.
Lula afirmou que, para a Corte Suprema, não se pode escolher a pessoa por ser "amigo ou companheiro". "Tem que escolher alguém que dá conta da função que vai exercer a partir deste momento", afirmou.
O presidente confessou ter preocupação em tirar Dino diante do diálogo que ele tinha com os Poderes e partidos políticos. Na avaliação do petista, Dino prestou "trabalho extraordinário" como ministro e homem da política para além de sua tarefa na pasta. Ele comentou que Dino, nas vezes que foi convidado a ir ao Congresso Nacional prestar esclarecimentos, não tinha preocupação em ser ofendido.
A cerimônia conta com diversas autoridades dos Poderes. No discurso, Lula afirmou que a grande presença de ministros da Corte Suprema é uma "demonstração de afeto" a Lewandowski e Dino.


