Nesta quinta-feira, Lindbergh disse que não tinha como recusar o pedido de Lula, feito por telefone, na noite de quarta-feira. O ex-presidente argumentou que hoje estará reunido com a presidente Dilma e com representantes do PMDB nacional justamente para discutir as alianças do PT com o PMDB nos Estados. A saída dos petistas do Rio do governo Cabral, avaliou o ex-presidente, poderia gerar constrangimento. "Não foi enquadramento", afirmou o senador, destacando que o Lula foi "delicado" na conversa. A reação do PMDB - voltando a falar em retirada da candidatura Lindbergh para apoiar Pezão -, porém, gerou irritação no grupo do pré-candidato petista. O parlamentar voltou a afirmar sua disposição de ser candidato a suceder Cabral no comando do Estado.
"A gente oferece um gesto de distensão, e o PMDB fala disso (retirada da candidatura). Parece provocação", disse Lindberg.
O senador quer explicar a Lula - que já interveio em outros momentos das articulações no Rio, em geral pedindo cautela aos petistas - os motivos da saída. Entre eles, a necessidade de definir uma política de alianças e o clima de insegurança que a demora na saída gera entre os possíveis apoiadores de Lindbergh. O grupo do senador tenta, desde julho, marcar a reunião do diretório regional que, espera, oficializará a saída do governo estadual.
