"Factoide", diz Elmar, um dos deputados mais próximos do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL). Ambos estiveram no carnaval de Salvador neste ano.
A proposta tem a adesão de 12 parlamentares do União, como Mendonça Filho (PE), e Kim Kataguiri (SP).
Em campanha à sucessão de Lira na presidência da Câmara, Elmar já calcula que precisará do apoio petista e do governo para assegurar o seu desejo. Além disso, hoje o União tem dois ministros na Esplanada: Celso Sabino (Turismo) e Juscelino Filho (Comunicação).
Deputados apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) encabeçam o pedido de impeachment de Lula, que já tem mais de 120 assinaturas. Os parlamentares dizem que a afirmação de Lula é "injustificável, leviana e absurda".
Os deputados citam um trecho da lei que fundamenta os crimes de responsabilidade para justificar o pedido. O texto diz que é crime "cometer ato de hostilidade contra nação estrangeira, expondo a República ao perigo da guerra, ou comprometendo-lhe a neutralidade".
O especialista em Direito Eleitoral Alberto Rollo diz que é preciso algo além do discurso de Lula para configurar o crime de responsabilidade.
"Entendo que para caracterizar o tipo da lei tem que ter mais do que discurso ou opinião. Teria que ter envio de armas, soldados, ajuda para a manutenção do conflito", afirma. "Entendo que comprometer a neutralidade é efetivamente se engajar por um dos lados. Por enquanto foi só discurso."
Para o pedido de impeachment prosseguir, é preciso que Lira dê abertura ao processo. Não existe um número mínimo de assinaturas de parlamentares para que um pedido de impeachment seja aceito pela Câmara.



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