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Líder do governo sobre Bolsonaro se recusar a passar faixa: 'Não seria inédito'

A possibilidade de o presidente Jair Bolsonaro (PL) se recusar a passar a faixa presidencial a outro político, caso derrotado nas eleições deste ano, não seria um fato inédito, afirmou em entrevista ao Papo com Editor, do Broadcast Político , serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, o líder do governo no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ). O parlamentar, no entanto, minimizou as chances de um episódio como esse acontecer, porque acredita na reeleição de Bolsonaro e garantiu que quem vencer a disputa presidencial será empossado. "Não tenho a menor dúvida disso".

Na semana passada, o presidente da República evitou se comprometer com ritos democráticos e responder se passaria a faixa presidencial caso derrotado nas eleições. "Você está doida para eu responder que não, né?", disse Bolsonaro, em tom de ironia, a uma jornalista. O líder nas pesquisas de intenção de voto na disputa pelo Palácio do Planalto, neste momento, é o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva. Nesta quarta, 27, o presidente foi novamente questionado se aceitaria passar a faixa presidencial, mas silenciou.

"A chance é uma hipótese remota, ele passar a faixa para outro presidente, pelo fato de que, acredito, ele será reeleito. Mas também acho que esse não seria o único episódio na história do nosso país, de um presidente não passou a faixa para o outro. Aliás, eu que venho do esporte, muitas vezes vi equipe vice-campeã se recusar a estar no palco da campeã. Não é como eu penso, acho que a gente tem que aceitar os resultados válidos, mas também não seria inédito", declarou Portinho.

O senador não citou os episódios. Mas em 1985, o último presidente da ditadura militar, João Figueiredo, não passou a faixa presidencial para José Sarney, que assumiu o comando do País após a morte de Tancredo Neves, eleito pelo colégio de líderes. Admirado por Bolsonaro, o ex-presidente americano Donald Trump também não compareceu à posse do sucessor, o atual presidente Joe Biden.

"É uma eleição muito polarizada, polarizada, no sentido extremo mesmo, direita contra esquerda, passado contra presente, então às vezes as emoções ficam um pouco afloradas e acho que isso é a conduta pessoal de cada um. Não seria fato inédito na nossa história", seguiu Portinho.

Na entrevista ao Papo com Editor, o líder do governo no Senado ainda afirmou que Bolsonaro vocaliza críticas da sociedade ao fazer ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). "Há certa insatisfação coletiva na nossa sociedade com a atuação do STF. Não é exclusividade do presidente".

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