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Lewandowski envia acusações de Tacla Duran contra Moro à PGR

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski enviou as acusações feitas pelo advogado Rodrigo Tacla Duran contra o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) ao procurador-geral da República, Augusto Aras.

Caberá ao PGR decidir se o suposto crime de extorsão denunciado por Tacla Duran deve ser investigado.

O depoimento contra Moro foi dado por Tacla Duran nesta semana ao juiz Eduardo Appio, da 13ª Vara Federal de Curitiba. Como Moro e o ex-procurador e deputado federal Deltan Dallagnol (Podemos-PR), também citado, têm foro especial, o magistrado enviou a documentação ao Supremo.

Lewandowski, então, despachou a Aras para que ele se manifeste.

Tacla Duran afirma ter provas de que pagou US$ 613 mil a advogados ligados à advogada e hoje deputada federal Rosângela Moro (União Brasil-SP), mulher de Moro.

Ele trabalhou de 2011 a 2016 para a Odebrecht e tem sido apontado pelo Ministério Público Federal como o operador financeiro de esquemas da empresa. Desde então, ele vem fazendo uma série de acusações.

As denúncias do advogado foram reveladas pela coluna Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, em 2017. Na época, ele afirmou, no rascunho de um livro, que o advogado Carlos Zucolotto Junior, sócio de Rosângela e amigo próximo de Moro, prometeu a ele facilidades na Operação Lava Jato em troca de dinheiro.

Como mostrou a Folha de S.Paulo nesta quarta-feira (29), a defesa do senador Sergio Moro afirmou ao juiz federal Eduardo Appio que a suposta extorsão apontada pelo advogado Rodrigo Tacla Duran não deve ser abrigada no STF.

Moro diz que o foro especial no STF é um "odioso privilégio" que não pretende usar e que a suposta extorsão citada por Tacla Duran está ligada ao período em que ele atuava como juiz federal da Lava Jato, e não como senador. Moro deixou a magistratura em 2018 para assumir ministério na gestão de Jair Bolsonaro (PL).

O senador afirma que prefere "ser processado e julgado durante seu mandato de senador como qualquer cidadão comum perante um juiz de primeira instância, desde que imparcial".

O parlamentar, também por meio de seus advogados, ainda cobrou que o juiz Eduardo Appio analise sua própria suspeição em todos os processos da Lava Jato que tramitam em Curitiba.

Appio assumiu a 13ª Vara Federal em fevereiro e é abertamente um contestador dos métodos da Lava Jato da época de Moro.

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