O prefeito Matulinho Braz e seu vice, Jorge Martins, ambos do União Brasil, tiveram seus mandatos cassados por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2024. A decisão, proferida pelo juiz Marco Aurélio Plazzi Palis, da 6ª Zona Eleitoral do Amazonas, acatou um parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE). Os políticos ainda podem recorrer da sentença no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM).
A cassação se baseou em uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que acusou o uso da "máquina pública" em favor da campanha de Matulinho. O juiz concluiu que houve uma contratação massiva de servidores em período proibido pela legislação eleitoral.
Na decisão, o magistrado destacou que as contratações, realizadas entre agosto e dezembro de 2024, não tinham justificativa de interesse público e foram feitas com fins eleitoreiros, com o objetivo de manter o grupo familiar no poder. A nomeação do ex-prefeito, Francisco Andrade Braz (conhecido como Tico Braz), tio do atual prefeito, como Secretário Municipal de Governo, reforçou a suspeita.
A ação foi movida pela coligação "Aliança pelo Progresso de Caapiranga", que denunciou as contratações irregulares e a perseguição a servidores que apoiaram a oposição.



