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JUSTIÇA É COMO FAZER CIRURGIA NUM QUADRO NEGRO, DIZ DEPUTADO

Ao dar o voto de desempate sobre a validade de embargos infringentes, recurso que permite novo julgamento de 12 dos 25 réus da Ação Penal 470, mais conhecida como Mensalão, o ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal”, afirmou que não poderia ceder à “pressão das multidões”. Para o deputado Vicente Lopes, é lamentável que se tenha a impressão de a Justiça não ser igual para todas as pessoas. Também diz entender que não se pode abrir mão do estado democrático de direito, mas sem deixar de ouvir a sociedade.  

“É preciso que haja a manutenção do estado democrático de direito. Eu assisti ao julgamento quando ele falou que não se pode decidir atendendo ao clamor popular. Então eu diria que a Justiça é como fazer uma cirurgia num quadro negro, onde o paciente não reclama, onde não tem sangramento. Outra coisa é você operar o paciente que sente dor, que tem família, que tem sangue. Eu quero dizer que nossas ações têm sempre de estar de acordo com a nossa consciência, mas levando sempre em consideração o meio do qual fazemos parte”, afirmou Vicente Lopes. A votação no STF aconteceu na quarta-feira 18.  

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