"É bobagem a gente falar que, quando sai pesquisa boa, não fica contente, a gente fica, sim", comentou Carvalho. De acordo com a pesquisa Ibope, Dilma venceria no primeiro turno da disputa ao Planalto em três de quatro cenários pesquisados. "Mas ao mesmo tempo é um cenário incerto, temos que ter muita cautela", disse o ministro, que completou: "o jogo (de 2014) não está posto ainda, nem sabemos quem serão os candidatos".
Carvalho mencionou a intenção do ex-governador José Serra de entrar na disputa, substituindo o senador Aécio Neves, cotado como pré-candidato tucano. Além disso, o ministro apontou que ainda "não se sabe qual vai ser a ordem de prevalência" na chapa Eduardo Campos e Marina Silva.
"O voto ano que vem vai depender de um lado do que nós fizermos e claro também da esperança que gerarmos. Mas para quem está no governo, só gera esperança quando se baseia numa obra que realizou", apontou Carvalho. O foco, segundo ele, é não voltar as atenções para pesquisas e jogo eleitoral.
Energia enorme
Carvalho disse ainda que o cenário econômico internacional produz instabilidade e há o gasto de "uma energia enorme" do governo para manter o Brasil em uma posição de estabilidade e continuar gerando empregos, o que, segundo Carvalho, "é quase a obsessão da presidente (Dilma Rousseff) diariamente".
"Ficamos até bastante satisfeitos de ver que enquanto o mundo está nessa crise brutal, continuamos com uma taxa de crescimento modesta, é verdade, mas mantendo nível emprego, a economia estável, e ainda podendo realizar obras", avaliou Carvalho, ao dizer que o País "continua respirando uma atmosfera positiva".

