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Hoje desprezado, programa de governo já foi trunfo de Lula no passado

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Criticado por não apresentar um programa de governo definitivo na atual eleição, o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tinha atitude oposta em sua primeira campanha presidencial vitoriosa, em 2002.

Na época, Lula colocou a apresentação de seu plano como um eixo fundamental da campanha, a ponto de ter aberto o programa de TV mostrando especialistas reunidos em torno de mesas como se discutissem o documento. A ideia era passar a imagem de que ele estava pronto para assumir o poder.

Para aumentar o impacto do programa, Lula inovou ao divulgá-lo em prestações, no formato de cadernos.

Foram 12 documentos no total, cobrindo áreas como geração de empregos, combate à corrupção, moradia, energia, cultura, segurança, meio ambiente, Forças Armadas e luta contra o racismo, entre outros.

Muitos deles ganharam eventos grandiosos e "temáticos". O caderno sobre racismo foi lançado em Salvador (BA), com direito a chuva de pipocas jogadas por baianas em Lula, enquanto o ambiental foi divulgado na vila histórica de Paranapiacaba (SP), no alto da Serra do Mar, e o sobre a corrupção foi objeto de um debate na sede da OAB.

Houve ainda o lançamento de documentos que acabariam extrapolando a própria campanha de 2002, como a Carta ao Povo Brasileiro, sobre austeridade fiscal e respeito a contratos, e o programa Fome Zero, que depois daria origem ao Bolsa Família.

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