Nesse mesmo dia, o motorista do jornal O Estado de S. Paulo flagrou em vídeo policiais militares espancando manifestantes na capital federal. Jornalistas que cobriram o evento na capital do País, mesmo portando crachás de identificação, também foram atingidos por bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo, spray de pimenta e balas de borracha, além de terem sido alvos dos cães do Batalhão de Policiamento de Choque.
Entidades como a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) repudiaram a ação truculenta da PM e pediram que fosse aberta uma sindicância rigorosa sobre os episódios. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal afirmou, em nota, que é essencial que os responsáveis diretos pelas agressões sejam punidos, bem como os superiores que autorizaram a ação contra a imprensa e a população em geral.
Para a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), é "inaceitável que se imponham limites, de qualquer ordem, à atividade jornalística pelo grave prejuízo que causam ao conjunto da sociedade, que tem violado seu direito fundamental de acesso à informação", cita nota divulgada pela organização.



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