No dia 23 de outubro de 2019, Aras havia dispensado Callou a pedido daquela nomeação feita pelo então PGR, Rodrigo Janot.
Semanas antes, Aras designara Callou para coordenar o grupo de trabalho para auxiliá-lo nos desdobramentos das investigações da força-tarefa da Lava Jato de Curitiba em tramitação no Supremo Tribunal Federal. Ou seja, sob o comando de Callou, os membros do MPF cuidariam da realização de oitivas, produção de provas e atos para celebração de acordos de colaboração premiada.
Callou tinha atribuição para oficiar perante as 1ª e 2ª Turmas do STF, sem prejuízo de sua atuação perante o STJ.
No dia 23 de janeiro deste ano, Callou pediu desligamento da função, o que foi interpretado como desgaste para a gestão de Aras. Ele foi substituído no dia seguinte pela subprocuradora-geral Lindora Maria Araújo, que já integrava a equipe de Aras como secretária da Função Penal Originária no STJ.
Em nota, a PGR afirmou na ocasião que Aras decidira reforçar a equipe, mas não esclareceu os motivos da saída de Callou. Segundo a Procuradoria, o fato de todos os integrantes permanecerem demonstra coesão do grupo e garante a continuidade dos trabalhos planejados e executados nos últimos quatro meses.
Na época, Callou não fez comentários sobre o pedido de dispensa. Ele havia sido convidado para o cargo pelo vice-procurador-geral da República, José Bonifácio Borges de Andrada. Teria aceito com um compromisso de autonomia que aparentemente, segundo alguns colegas não se confirmou.
Segundo informa a assessoria de Aras, Callou vai desempenhar as funções que exercia antes de assumir a força-tarefa da Lava Jato na PGR.
Ele não será subordinado a Lindora Araújo. Apenas volta a integrar a força-tarefa de subprocuradores que atuam nos recursos da Lava Jato no STJ.
