Pinto Molina chegou ao Brasil no último sábado, 24. Ele estava na missão diplomática do Brasil em La Paz desde maio de 2012, onde tinha obtido asilo, mas a Bolívia se recusava a conceder autorização para que o senador viajasse. Na sexta-feira, 23, foi retirado da embaixada em um veículo diplomático, escoltado por militares brasileiros, e chegou a Corumbá (MS) no sábado após 22 horas de viagem. Segundo relato do presidente da CRE, o parlamentar boliviano viajou em uma comitiva de dois carros com placas consulares, acompanhado do encarregado de negócios da embaixada brasileira em La Paz, Eduardo Sabóia.
Desgastado com a fuga do senador boliviano, o chanceler Antonio Patriota perdeu o cargo na segunda-feira, 26. A queda foi desencadeada pela operação para liberar Pinto Molina da Embaixada do Brasil em La Paz. Para a presidente Dilma Rousseff, foi um "gravíssimo episódio". Ela, inclusive, já escolheu o novo titular do MRE: será Luiz Alberto Figueiredo, que até agora ocupava o cargo de embaixador do Brasil nas Nações Unidas (ONU).



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