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Em reunião com líderes da esquerda, Baleia sinaliza que irá respeitar espaço da oposição na Câmara

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Na tentativa de diminuir resistências do seu bloco de apoio à sua candidatura à presidência da Câmara, o deputado Baleia Rossi (MDB-SP) sinalizou nesta segunda-feira (28) que seguirá a mesma linha do atual presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), na relação com os partidos de oposição. Em reunião por videoconferência com líderes de esquerda, o candidato de Maia ressaltou que adotará uma postura de independência em relação ao Poder Executivo, que respeitará o princípio da proporcionalidade na distribuição de cargos e que pretende garantir o espaço regimental das siglas de oposição. Segundo relatos de presentes, a sinalização foi feita após oposicionistas terem pedido que seja garantido o espaço regimental dos partidos para a instalação de CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito) e a convocação de ministros do governo Jair Bolsonaro (sem partido). Em um aceno político, Baleia agradeceu o apoio das legendas à sua candidatura e repetiu durante o encontro que cumprirá rigorosamente, caso seja eleito para suceder Maia, o que está previsto tanto no regimento interno como na Constituição. "Foi uma reunião muito positiva. Ela nos deu a segurança de que os espaços constitucional e regimental da oposição serão respeitados por Baleia Rossi ao exercer com independência a presidência da Câmara dos Deputados", afirmou o líder do PSB, Alessandro Molon (RJ). A videoconferência teve também a presença de Maia, que, de acordo com relatos, agradeceu os partidos de oposição pelo apoio à candidatura de Baleia e ressaltou a importância do diálogo entre siglas de esquerda e de centro neste momento do país. O apoio a um candidato do MDB ainda enfrenta resistência em parcela da esquerda, para a qual o campo político deveria ter um candidato próprio. O argumento, sobretudo dentro do PT, é de que o partido não deveria apoiar um candidato da sigla que defendeu o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. A tendência é de que, com a maior bancada da Câmara, o PT indique o primeiro vice-presidente do bloco partidário caso oficialize o apoio a Baleia. A legenda se reunirá até esta terça-feira (29) para uma posição oficial, já que há uma minoria contrária a um acordo. A videoconferência com Baleia teve as participações de líderes partidários de PT, PSB, PDT e PC do B. A presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), e o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, também participaram. Mais cedo, em uma nova defesa do voto impresso, Bolsonaro deu informação falsa sobre a eleição da presidência da Câmara e afirmou que ela ocorre "no papelzinho", quando na verdade o processo de escolha é eletrônico desde 2007. O sistema eletrônico para a escolha dos postos de chefia na Câmara foi instituído por uma resolução de 2006. Dessa forma, a primeira vez que ele foi usado foi no ano seguinte, quando os deputados elegeram Arlindo Chinaglia (PT-SP) para liderar a Casa naquele biênio. A justificativa para a adoção da votação eletrônica foi justamente o tumulto e a longa espera registrados nas eleições em papel.

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