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Elmano de Freitas, candidato do PT no Ceará, diz que PDT de Ciro derrotou sua própria governadora

PORTO ALEGRE, RS (FOLHAPRESS) - O candidato do PT ao governo do Ceará, Elmano de Freitas, responsabilizou o PDT pelo fim da aliança entre os dois partidos e disse apostar em propostas de integração de inteligências para convencer os cearenses de que ele é o melhor nome para a segurança do estado.

A afirmação foi feita em sabatina Folha/UOL nesta sexta-feira (5), a primeira da série com postulantes ao governo do Ceará promovida pelos dois veículos. A primeira entrevistada seria Adelita Monteiro (PSOL), na quinta-feira (4), mas ela desistiu da candidatura para apoiar Elmano de Freitas e a sabatina foi cancelada.

Relator de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Assembleia Legislativa sobre o motim de policiais registrado no estado em 2020, Elmano acusa o seu principal adversário, Capitão Wagner (União Brasil), de fazer política nas polícias em vez de trabalhar pela segurança.

"Ele é deputado federal, por que ele não propôs nada ao Bolsonaro para melhorar a segurança do país? Nós vamos derrotar o capitão em Brasília e o capitão no Ceará", disse.

A candidatura de Elmano é recente e fruto de um racha entre PDT e PT, sacramentado no dia 24 de julho. Enquanto o PT defendia a adesão à candidatura da atual governadora, Izolda Cela (PDT), o PDT, por influência do candidato à presidência Ciro Gomes (PDT), indicou o ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio.

A decisão desagradou aliados como Camilo Santana, ex-governador do PT que renunciou para concorrer ao Senado, e dividiu os irmãos Ciro e Cid Gomes -Cid também apoiava Izolda.

A atual governadora deixou o partido em protesto após a indicação de Roberto.

"Professora Izolda foi uma das principais responsáveis pelo sucesso da educação no Ceará e um dos grandes quadros políticos do país. Esteve ao lado do governador Camilo em todos os momentos. Mas o PDT derrotou sua própria candidata, que era o nome da unidade", disse Elmano.

A entrevista foi conduzida por Fabíola Cidral e pelos jornalistas Carlos Madeiro, do UOL, e João Pedro Pitombo, da Folha de S.Paulo.

As entrevistas são ao vivo e transmitidas nos sites dos dois veículos, sempre a partir das 10h. Cada postulante tem direito a 60 minutos de fala.

Os próximos sabatinados serão Roberto Cláudio (PDT), segunda-feira (8), e Capitão Wagner (União Brasil), na próxima quarta (10).

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