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Eduardo Leite terá no PSD apoio que não teve dos tucanos, diz líder no Senado

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O líder do PSD no Senado, Nelsinho Trad (MS), afirmou nesta quarta-feira (16) que, caso o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, decida disputar a Presidência da República pelo PSD, terá a sustentação que não teve no PSDB.

"O apoio que ele não teve terá de sobra. O PSD vai se unir [por sua candidatura]", declarou o senador.

Trad afirma que ter candidato próprio atende à necessidade do partido de conciliar os interesses de seus integrantes mais à direita e mais à esquerda.

Há quadros importantes ligados ao presidente Jair Bolsonaro (PL), e outros em tratativas com aliados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O senador pontua, no entanto, que ter o governador do Rio Grande do Sul na disputa vai além de questões internas. "Vai ser a grande novidade do centro e com grandes chances de sucesso", defende.

"Nós vamos ter a oportunidade de ter um candidato que sempre teve uma coerência, uma transparência na sua vida pessoal e sempre teve uma excelente atuação nas suas gestões. Os três requisitos laureados pela ética. É tudo aquilo que a sociedade está procurando, com experiência administrativa comprovada."

Eduardo Leite reuniu-se com o presidente do PSD, Gilberto Kassab, na última segunda-feira (14). Ele perdeu as prévias do PSDB para o governador de São Paulo, João Doria.

A conversa irritou o presidente do PSDB, Bruno Araújo, que foi às redes sociais dizer que o eleitor gaúcho sempre exigiu "firmeza de posições" de seus líderes. "Nem sempre a grama do vizinho é mais verde", escreveu.

Kassab jantou com a bancada de deputados federais nesta terça-feira (15), em Brasília. O encontro foi oferecido pelo presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo, Marco Bertaiolli (PSD-SP).

Aos parlamentares, Kassab disse que qualquer movimento a partir de agora depende de uma sinalização do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG), pré-candidato da legenda. "A bola está com ele", explicou aos presentes.

O presidente do PSD reforçou que o convite foi feito ao mineiro e que dependerá dele abrir mão da disputa.

Não foi estabelecida uma data para Pacheco dar sua posição, mas há a confiança no partido de que o presidente do Senado sabe o momento adequado para não prejudicar as negociações com vistas às eleições.

Nos bastidores, no entanto, o PSD já prepara o discurso, caso Pacheco, de fato, se afaste da corrida presidencial.

Para Trad, por exemplo, Pacheco é "a pessoa certa, no lugar certo" e pode ter um papel importante nas eleições de 2022 ocupando a presidência do Senado.

Nas palavras do parlamentar, Pacheco será uma figura de sensatez na defesa da democracia. "O Brasil precisa de alguém ponderado e equilibrado para poder conduzir eventuais e prováveis extremos no embate no debate eleitoral", sustenta.

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