Dirceu também reafirmou que desde que o PT assumiu o poder, em 2003, houve melhora em todos os dados socioeconômicos e que a política de inclusão social do governo Lula, elogiada por Marina, foi um instrumento para o crescimento econômico. "Marina vive a repetir velhos mantras da direita liberal", declarou. Ele acusou a agora aliada do governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, de repetir "o que ouviu do mercado financeiro e seus ideólogos, dos economistas que já governaram o Brasil e não fizeram o dever de casa."
Dirceu também rebateu a crítica que Marina Silva fez, em entrevista ao Programa do Jô, à relação do governo Dilma com os partidos da base aliada no Congresso Nacional, dizendo que esses partidos chantageiam a presidente. Segundo o ex-ministro, a dupla Campos e Marina já está acenando para esses mesmos partidos, buscando a formação de alianças para a disputa presidencial do ano que vem. Ele acusou os recém-aliados de "esconderem seus problemas."
Bolsa Família
Mencionando a classificação que Marina faz da política de inclusão social dos primeiros oito anos do governo petista, considerada por ela o ponto forte da era Lula, Dirceu chamou de superficial a análise da ambientalista sobre o governo do ex-presidente Lula. Ele utilizou dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA que foram divulgados nesta terça-feira (15), para comparar o impacto do Bolsa Família na economia com outros programas de transferência de renda. "Cada R$ 1 investido no programa Bolsa Família gera um aumento de R$ 1,78 no PIB brasileiro. Esse impacto é maior que o do seguro desemprego (R$ 1 gera aumento de R$ 1,06 no PIB) e a Previdência Social (R$ 1 gera R$ 0,52)".
Dirceu ressaltou, ainda, o prêmio que o Bolsa Família recebeu da Associação Internacional da Seguridade Social, na Suíça, como reconhecimento pelos resultados apresentados no combate à desigualdade social. Anunciado nesta terça (15), o programa foi o ganhador do 1º Award for Outstanding Achievement in Social Security.

