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Decreto de Bolsonaro mata Zona Franca de Manaus, diz Marcelo Ramos

Decreto de Bolsonaro mata Zona Franca de Manaus, diz Marcelo Ramos
Decreto de Bolsonaro mata Zona Franca de Manaus, diz Marcelo Ramos

Manaus/AM - O deputado federal Marcelo Ramos (PSD) afirmou que decreto de Bolsonaro reduziu em até 25% o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) tem matado a Zona Franca de Manaus (ZFM). A fala do parlamentar é baseada na análise do Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) onde mostra que a medida não refletiu na diminuição dos preços dos carros e eletrodomésticos. 

“Com essa quebra de acordo pelo governo federal de excluir os itens produzidos na Zona Franca de Manaus do decreto, não nos restou alternativa senão recorrer à Justiça. É uma luta que deve unir a todos: pelo direito dos amazonenses de sustentar suas famílias com o suor do seu trabalho. Não fui eleito para bajular governos, mas sim para defender os interesses do meu estado e dessa missão não me desviarei,” diz o deputado federal Marcelo Ramos (PSD-AM). 

No dia seguinte à publicação que tornou permanente o decreto do IPI, Ramos protocolou no Ministério Público Eleitoral representação contra o presidente por prática de conduta vedada ao conceder benefício em ano eleitoral sem contrapartida. 

“Na calada da noite, em pleno feriado, o governo, numa canetada, ignorando os interesses do Amazonas, fere de morte os 500 mil empregos diretos e indiretos da ZFM e reduz drasticamente a receita do estado e dos municípios, que tem no ICMS 90% da sua arrecadação, com o que que paga o custeio dos hospitais e escolas, servidores, e leva o asfalto e dignidade aos que mais precisam da assistência social”, afirmou Ramos.

Relembre o caso

No dia 25 de fevereiro o governo federal publicou um decreto que reduziu em 25% o IPI com o argumento de que buscava baixar os preços dos carros e eletrodomésticos. Mesmo após reunir e se comprometer com autoridades do Amazonas de que publicaria nova medida protegendo apenas do itens produzidos na Zona Franca de Manaus, o governo primeiro prorrogou o decreto e, na última quinta-feira 14, o tornou permanente.

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