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Damares tem mais 5 dias para explicar denúncias sobre abuso de crianças no Pará

Damares tem mais 5 dias para explicar denúncias sobre abuso de crianças no Pará
Damares tem mais 5 dias para explicar denúncias sobre abuso de crianças no Pará

A senadora eleita Damares Alves (PL) recebeu novo prazo, mais cinco dias, para apresentar provas detalhadas sobre os relatos de exploração sexual de crianças na Ilha de Marajó/PA. A decisão foi do Ministério Público Federal (MPF), o prazo anterior expirou na segunda-feira (17).

“Solicito a Vossa Excelência a gentileza de informar, detalhadamente, no prazo de 5 dias úteis, todos os casos de denúncias registradas, ainda em trâmite ou não, de 2016 a 2022, envolvendo tráfico transnacional de crianças e estupro de vulneráveis supostamente praticados no Arquipélago do Marajó, inclusive os encaminhamentos dispensados a cada uma delas", disse o subprocurador-geral da República Carlos Alberto Vilhena.

O MPF também deu mais 30 dias para que o governo envie informações sobre os crimes relatados. Os prazos foram ampliados por conta da expectativa de que existam milhares de casos, que precisam de muito cuidado para serem reunidos.

Denúncias

Damares, durante discurso em um culto neste mês, informou que o ministério que comandava recebeu várias denúncias de sequestros e tortura de crianças menores de 4 anos para exploração sexual na região de fronteira da Ilha de Marajó. Ela ainda relatou que vídeos dos abusos custam entre R$ 50 mil a R$ 100 mil.

"Nós temos imagens de crianças nossas, brasileiras, com 4 anos, 3 anos, que quando cruzam as fronteiras, sequestradas, os seus dentinhos são arrancados para elas não morderem no sexo oral. Nós descobrimos que essas crianças comem comida pastosa para o intestino ficar livre para a hora do sexo anal", informou a ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

Damares e o governo federal devem apresentar provas do que foi relatado, mas também podem responder pelo crime de prevaricação por tomarem conhecimento dos abusos e não adotarem medidas para coibir as práticas.

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