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Damares pede investigação sobre gravação de 2018 em que líder do MBL cita estupro

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A ministra Damares Alves (Direitos Humanos) afirma ter pedido que a Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos atue com relação a um vídeo em que o coordenador nacional do MBL (Movimento Brasil Livre), Renan Santos, diz que uma amiga poderá ser estuprada.

O vídeo foi divulgado em redes sociais bolsonaristas neste domingo (12), mesmo dia em que o MBL organizou um ato pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro na avenida Paulista.

Segudo Santos, a filmagem é de novembro de 2018 e refere-se a uma brincadeira entre amigos, que estavam alcoolizados. O coordenador do MBL afirmou que vai processar Damares.

"Estupro não é brincadeira! Já pedi atuação da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos! Inadmissível isto! Não vamos permitir que estes jovens que se dizem tão politizados façam uma 'brincadeira' desta!", escreveu a ministra numa rede social, no final de domingo, poucas horas após o vídeo ter começado a circular entre apoiadores do presidente. Ela acrescentou que pediria ao Ministério Público que investigue a autenticidade da gravação.

No filme, de 44 segundos, Renan dirige-se a amigos e diz algumas palavras depois repetidas em coro. Ele afirma que o grupo irá a um bar, o que teria sido negociado pela ativista Bárbara Tonelli.

"Se não formos permitidos de entrar, a Bárbara será estuprada", diz Renan, no que é aplaudido.

Em nota conjunta, Renan e Bárbara afirmam que o vídeo foi retirado de contexto e mostra "a confraternização de amigos". "Na ocasião, consumiam bebidas alcoólicas e e faziam brincadeiras e piadas entre si", dizem.

A nota diz ainda que a brincadeira foi "infeliz" e que Renan pediu desculpas prontamente por ela. "Somos amigos há mais de sete anos, nutrimos afeto e respeito mútuo. Jamais tivemos qualquer desavença por conta desse episódio, ocorrido há três anos, e seguimos amigos, por nos tratarmos de pessoas normais, que fazem piadas, erram e se arrependem", afirma. Ambos dizem que tomarão medidas judiciais contra quem divulgar o vídeo "maliciosamente".

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