O comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), coronel Klepter Rosa Gonçalves, que foi preso nesta quinta-feira (17) pela Polícia Federal, por suspeita de omissão nos ataques do dia 8 de janeiro, divulgou áudio no ano passado em que o ministro Alexandre de Moraes é chamado de “vagabundo”. No áudio, há também a defesa de um golpe militar.
O áudio afirma que Moraes é "advogado de facção" e que a eleição de 2022 estaria "armada". O áudio ainda diz que as Forças Armadas saberiam disso e que Bolsonaro e o Exército Brasileiro estariam preparados para um golpe de Estado.
“Na hora que der o resultado das eleições que o Lula ganhou, vai ser colocado em prática o art. 142, viu? Vai ser restabelecida a ordem, se afasta Xandão, se afasta esses vagabundo tudinho e ladrão, safado, dessa quadrilha… Aí vocês vão ver o que é por ordem no país. Não admito que o Brasil vai deixar um vagabundo, marginal, criminoso e bandido, como o Lula, voltar ao poder”, diz a mensagem compartilhada por Klepter.
O áudio foi divulgado por Gonçalves em uma conversa com o então chefe da PMDF, Fábio Augusto Vieira. A conversa está anexada à denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Gonçalves.
Na mensagem compartilhada pelo comandante, a voz acrescentou que o ex-presidente Jair Bolsonaro e o Exército estavam planejando um golpe de Estado.
“Rapaz, vocês têm que entender o seguinte: o Bolsonaro, ele está preparado com o Exército, com as Forças Especi… As Forças Armadas, aí, para fazer a mesma coisa que aconteceu em 64. O povo vai às ruas, porque ninguém vai aceitar o Lula ser... Ganhar a Presidência, porque não tem sentido, o povo vai pedir a intervenção e, aí, meu amigo, eles vão nos livrar do comunismo novamente”, diz a voz não identificada no áudio.
A PGR também cita outras mensagens compartilhadas entre militares contra o resultado das eleições e que indicam a possibilidade da tomada do poder por meio do Exército.


