Os sete titulares e dois suplentes do conselho se reuniram na tarde desta terça-feira, 29, sob a presidência do vereador Alexandre Isquierdo (DEM). O vereador Chico Alencar (PSOL) propôs a abertura de representação em 48 horas para investigar Gabriel Monteiro pelas denúncias, mas só teve a adesão da vereadora Teresa Bergher (Cidadania). Os demais integrantes do colegiado decidiram recolher provas e se reunir novamente daqui a uma semana para então decidir se haverá representação.
Monteiro, que normalmente acompanha as sessões virtualmente, nesta terça-feira esteve na Câmara e tentou participar da reunião do Conselho, mas não foi autorizado. Em entrevista à imprensa, ele afirmou ser vítima de um complô de pessoas "que querem me destruir". "Quando a imprensa vai falar que eu desmascarei uma empresa de guincho que ofereceu propina?", questionou. Ele afirmou ainda que ajudou a criança que foi protagonista de um dos vídeos supostamente manipulados.
Esse vídeo foi retirado das redes sociais na segunda-feira, pela equipe do próprio vereador.
O presidente do Conselho de Ética garantiu que a decisão de esperar uma semana para decidir não significa corporativismo. "Este conselho não age com corporativismo, vide o caso Jairinho", disse, referindo-se ao ex-vereador acusado de torturar até a morte o enteado. Jairinho, que está preso, foi cassado em 2021.


