No texto, eles afirmam que têm "a consciência de que um dos primeiros impactos desta medida deverá ser a adequação dos salários dos atletas e a diminuição das despesas dos clubes", afirmando que apoiam este cenário - que na prática reduziria salários - acreditando que "em um segundo momento" haverá aumento das receitas dos clubes.
O Bom Senso aponta que "o risco de punição esportiva, caso o clube não apresente a CND (Certidão Negativa de Débito) no prazo estipulado, afetará o poder de compra dos times brasileiros" e já vê as consequências das medidas: "Alguns viverão momentos financeiros difíceis, que resultarão em elencos menos competitivos caso o parcelamento seja devidamente respeitado".
O grupo busca deixar claro que trabalha em prol do futebol, ainda que, num primeiro momento, a medida tenha efeitos que pareçam ruim. "Desta forma, o torcedor, os técnicos, os atletas e os próprios gestores deverão entender que esse é o preço a ser pago para que se quite as dívidas com a sociedade e se reorganize o futebol brasileiro de forma saudável."
No texto, o Bom Senso cobra que "a CBF e/ou o Governo altere o frágil Fair Play proposto pela comissão de clubes e pela própria entidade" e cita quatro pontos: definição de um índice regressivo de prejuízo dos clubes para os próximos anos; alteração na legislação para limitar o pagamento de direitos de imagem aos atletas; definição de uma auditoria independente que fiscalize mensalmente a comprovação do pagamento de todos os assalariados dos clubes; a punição ao clube e aos gestores no caso de atraso nos salários.
"Só assim, de forma clara e transparente, é que esse mecanismo poderá funcionar. Caso contrário, voltaremos a falar desses mesmos problemas em breve", diz o Bom Senso, que reforça que espera uma posição oficial da CBF. O grupo afirma ainda que quer "evitar chegar ao ponto de ter que parar o Campeonato Brasileiro para chamar a atenção da entidade."

