Após os discursos, Bolsonaro procedeu a um "desfile" de aliados no caminhão usado como palanque na manifestação marcada por reverências ao empresário Elon Musk e críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-presidente chamou aliados individualmente e posou para fotos com braços erguidos diante do público.
Na capital fluminense, o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) deve ser o candidato de Bolsonaro à prefeitura. Nas últimas pesquisas de intenção de voto, o ex-chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) aparece em segundo lugar, mas ainda afastado de Eduardo Paes (PSD), candidato à reeleição. Ramagem não discursou.
Também ganharam a foto ao lado do ex-presidente alguns pré-candidatos do PL em cidades importantes, como Belo Horizonte (MG), com o deputado estadual Bruno Engler; Goiânia (GO), com o deputado federal Gustavo Gayer; Recife (PE), com o ex-ministro Gilson Machado; Belém (PA), com o deputado federal Éder Mauro; e Londrina (PR), com o deputado federal Filipe Barros.
O governador do Rio, Claudio Castro, também compareceu e teve o braço erguido por Bolsonaro ao final dos discursos. A presença dele era considerada por aliados uma espécie de teste sobre a adesão ao bolsonarismo. Na manifestação realizada em fevereiro na Avenida Paulista, Castro não compareceu alegando que tinha compromisso em Portugal.
Cláudio Castro não fez discurso, embora a organização tivesse oferecido a ele o espaço. O governador é alvo de ação movida pela Procuradoria Regional Eleitoral, que pede a cassação dele por abuso de poder político e econômico na disputa eleitoral de 2022. O processo está em tramitação na Justiça Eleitoral. A situação judicial e eleitoral de Castro pode vir a ser debatida nas Cortes superiores.
A ação é baseada no suposto uso de uma "folha de pagamento secreta" para beneficiar aliados com 27 mil cargos temporários na Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Estado do Rio de Janeiro (Ceperj) e mais 18 mil na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). O caso foi revelado pelo UOL.
Pré-candidato a prefeito do Rio, Ramagem é alvo de uma investigação da Polícia Federal sobre espionagem ilegal contra políticos e outras autoridades que teriam sido praticadas no âmbito da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Ele comandou a agência no governo Bolsonaro. Em janeiro, o deputado foi alvo de mandado de busca e apreensão autorizado na Operação Vigilância Aproximada, um desdobramento da Operação Última Milha, de outubro passado.
A Polícia Militar do Rio de Janeiro informou que não divulgaria estimativa de pessoas presentes.



