Bolsonaro e Biden tiveram na quinta-feira, 9, a primeira reunião bilateral desde a posse do líder da Casa Branca, em janeiro de 2021. No encontro, o brasileiro defendeu eleições "limpas, confiáveis e auditáveis", admitiu que o Brasil tem dificuldades nas questões ambientais, mencionando a Amazônia como uma "riqueza incalculável" e justificou a relação com a Rússia, que mantém ataques à Ucrânia há mais de três meses.
Bolsonaro ainda afirmou, antes de ir à Cúpula, que seu encontro reservado com Biden foi uma conversa "franca" com "muita coisa técnica" em segredo de Estado. "(Encontro) É muito bom, mais do que para o Brasil e para os Estados Unidos, é bom para o mundo".
De acordo com o presidente, ele fará um discurso "bastante objetivo" na Cúpula das Américas para mostrar "as potencialidades" do Brasil para o mundo. "Talvez fale um pouco de improviso sobre a questão com Paraguai, Guiana, Suriname", ressaltou. O governo brasileiro tem interesse em parcerias na área da pesca com o Paraguai, no lago de Itaipu, e na seara energética com Guiana e Suriname, onde esteve neste ano.

