"O que tem de errado nesse movimento que o pessoal faz de verde e amarelo? E vão de verde e amarelo amanhã (quarta. 7). Eu acho que vai ser um movimento nunca visto na história do Brasil. Aqui em Brasília vai ser grande, e tenho certeza que em Copacabana, no Rio de Janeiro, vai ser enorme", declarou o presidente, em entrevista à Jovem Pan . "Eu sei que muita coisa vai acontecer ali, todas pacíficas, mas o mais importante é que vão falar em eleições limpas. Qual é o crime nisso?", emendou.
Em 7 de setembro do ano passado, Bolsonaro foi a manifestações antidemocráticas e chegou a afirmar que não cumpriria mais as decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração gerou uma crise institucional no País, apaziguada dois dias depois com uma carta pública de recuo divulgada por Bolsonaro e escrita pelo ex-presidente Michel Temer, que indicou Moraes ao STF.
"Não tomei conhecimento de nenhum ato de violência", disse o presidente sobre o 7 de setembro de 2021. Ao se dirigir aos apoiadores, ele pediu que compareçam de forma ordeira e pacífica. "Por que temer o povo? O poder emana do povo ou não? O povo tem que ser respeitado ou não? É o povo que tem que dar o norte para nós ou é um ou outro ministro do TSE, agora, que deve dar o norte para nós e dizer como têm que ser feitas as coisas?", declarou, numa crítica à Justiça Eleitoral.
Bolsonaro voltou a atacar as urnas eletrônicas e disse que, se as sugestões das Forças Armadas para o processo eleitoral fossem aceitas, o risco de fraude se reduziria a "próximo de zero". O presidente, contudo, novamente não apresentou provas ou indícios de irregularidades no sistema eletrônico de votação. "Eleições limpas, transparentes não têm que ser questionadas em lugar nenhum", disse.




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